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Dentre os temas abordados, a maior novidade ficou por conta de novos ativos para o tratamento do melasma – caracterizado pelo surgimento de manchas escuras de cor amarronzada na pele, principalmente da face, que surgem na idade adulta em homens e mulheres.
O melasma é mais frequente em mulheres, em razão das alterações hormonais, como a exposição aos anticoncepcionais e também da gravidez. No entanto, o principal fator causal é mesmo a exposição aos raios solares.
Além disso, a genética tem uma grande influência no surgimento desse problema. Tanto em homens quanto em mulheres, o melasma pode surgir após tomar muito sol como uma ida à praia sem proteção solar adequada, pois isso vai ativar os melanócitos (células que produzem pigmento).
No entanto, se a pessoa não tiver essa tendência genética, não vai apresentar melasma.
O tratamento do melasma é um grande desafio, já que é uma doença geneticamente determinada e que não tem cura definitiva. No entanto, com a proteção correta contra os raios solares, o uso de cremes clareadores regularmente, inclusive no verão (quando todo mundo acha que deve suspender o uso dos cremes),e até o uso de medicamentos por via oral, as manchas podem ser muito bem controladas e praticamente desaparecerem. A vitamina C tópica também é uma aliada.
Isso depende de muita disciplina do paciente e da correta orientação do médico dermatologista.
A exposição solar e também a exposição à luz visível, aquela do celular, das lâmpadas, da televisão, etc, deve ser evitada ou protegida. Por isso, o uso de filtro solares é determinante do sucesso do tratamento.
A quantidade de protetor que se usa é muito importante.
Recomenda-se que se passar 2 camadas de filtro solar pelo menos 3 vezes ao dia.
Dê preferência aos com cor, pois é o pigmento (óxido de ferro) que protege contra as luzes.
Até agora, o creme mais utilizado e com maior eficácia para o clareamento da pele foi o Composto de Tretinoína (ácido retinóico), Hidroquinona (um potente clareador) e Acetonido Fluocinolona (corticóide). a famosa fórmula tríplice.
Apesar da relativa segurança dessa formulação, sabemos que todo tratamento médico tem dois lados e não são incomuns reações indesejadas como irritação da pele, alergia à hidroquinona.
Outros fatores que preocupam dermatologistas em relação à fórmula tríplice são a impossibilidade de uso desses compostos diariamente a longo prazo, devido a diversos outros efeitos colaterais, como o aumento da sensibilidade ao sol, desenvolvimento de pequenas manchas brancas na face (leucodermia em confete), surgimento de lesões escuras como a ocronose pela hidroquinona e o possível, apesar de muito raro desenvolvimento de câncer de pele.
Como alternativa para esses casos em que não se pode usar a fórmula tríplice como durante a gravidez ou naqueles casos que chamamos melasma refratário em que já se tentou de tudo e não melhora com nada ou ainda em pessoas que não toleram uso de ácidos , a grande vedete desses dois últimos congressos internacionais foi uma substância chamada cisteamina.
A Cisteamina é comercializada na Europa e nos EUA com o nome de Cysteamine® creme. Trata-se de um composto naturalmente presente no organismo humano que, segundo estudos, reduz a pigmentação da pele em 77%, algo comparado à formula tríplice acima descrita.

Conforme apresentado nos eventos, a substância se demonstrou atóxica – que é não carcinogênica e que não aumenta a sensibilidade ao sol. Era de conhecimento comum da comunidade dermatológica, desde a década de 1960, que a cisteamina possuía propriedades clareadoras, no entanto, por ser muito instável, oxidando rapidamente ao se expor ao ar e também por seu forte odor, nunca chegou a ser utilizada como creme antes.
No entanto, agora pesquisadores conseguiram recentemente estabilizar o produto e reduzir seu odor. Também através desses estudos, foi possível compará-la com a fórmula tríplice (padrão ouro para o tratamento das manchas) e comprovar seus efeitos clareadores.
O tratamento demostra ser de fácil uso, podendo ser utilizado 15 minutos ao dia, durante 3 meses. Após os 15 minutos de aplicação, é necessário ser enxaguado. Depois desse período de três meses, ele deve ser aplicado apenas 2 vezes por semana para manutenção. No entanto, a cisteamina ainda não chegou ao Brasil, a não ser em farmácias de manipulação.
É muito importante que você procure um dermatologista para lhe orientar quando ao seu tratamento. Só usar o creme não vai resolver. O mais importante no sucesso do clareamento é ter orientações precisas, visitas regulares ao consultório dermatológico, pelo menos a cada 3 meses e principalmente, não relaxar com o uso do filtro solar.
Mesmo que se trabalhe à noite, é importante que se use um filtro com cor ou mesmo uma base de maquiagem para a proteção contra a luz de ambientes fechados.
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